Desabafos, devaneios, divagações, comentários, tudo sobre nada e nada sobre tudo. Um espaço pra uma garota esquisita usar da forma que quiser.
Ou simplesmente não usar.

Snoopy

Thx:
Adobe Photoshop
Depósito do Calvin
Segunda-feira, Outubro 13, 2008

Lista de Presentes da Ana aqui no blog (porque a do Submarino não existe mais e na Saraiva não dá pra fazer):
(é óbvio que o sublinhado é aquilo que eu PRECISO ter, hehe)

DVDs:
- O Cheiro do Ralo
- O Iluminado
- O Auto da Compadecida
- Bicho de Sete Cabeças
- 10 Coisas que Eu Odeio em Você


CDs:
- Meio-dia na Rua da Harmonia (Parafusa)
- Afrociberdelia (Chico Science & Nação Zumbi)

Livros:
- Crepúsculo (Stephenie Meyer)
- O Auto da Compadecida (Ariano Suassuna)
- Memórias Sentimentais de João Miramar (Oswald de Andrade)<;a> mas pode ser outro mais barato, nemligo
-
A Gorda do Tiki Bar (Dalton Trevisan) idem Oswald: fico feliz com qualquer título, exceto 111 Ais, que eu já tenho


Se a lista do Submarino voltar, melhor, senão, essa já quebra um galho. :D

jogado por ana às 5:17 PM

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Quarta-feira, Setembro 24, 2008

Lista de presentes da Ana: http://www.submarino.com.br/wishlist/lista.aspx?id=983448
O orkut não coopera, a gente precisa dar um jeito...

Oh:
Ana vc é uma merda de vaca

Katrina | 15-09-2008 20:51:01

Que bela argumentação!

Tirei os comentários de novo. Pensei e repensei e acho que não quero a opinião de desconhecidos sobre o que eu penso em relação a qualquer coisa. Mimimimi não foi coincidência com o último post. É engraçado como certos assuntos tendem a atrair fanáticos.

jogado por ana às 2:18 PM

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Quinta-feira, Agosto 07, 2008

Dá licença, que agora eu quero botar a boca no trombone.

Escrevi uma redação, pra fechar o semestre passado, com o título "A Revolução dos Homens". Pensei nesse título lembrando um pouco daquele romance do George Orwell, "A Revolução dos Bichos", em que os porcos tomam a casa do senhor e andam em duas patas. O negócio aqui, no meu texto, foi o contrário do negócio do Orwell.

Tá pipocando no mundo, ultimamente, vegetarianos ou veganos que matam pela causa animal (eu ia dizer "matam e morrem", mas duvido MUITO que morram). É aquela ladainha eterna de mostrar "A Carne é Fraca", colocar fotos de porquinhos sorridentes espalhadas pela internet e pratos vegetarianos (alguns com legendas desdenhosas, do tipo "cadê o mato daqui?"), bater o pé contra o uso de casacos de pele, testes de medicamentos e cosméticos em animais (como se os testes fossem financiados por Hitler e só fizessem sentido se os animais fossem torturados até a morte, aff) e mil discursos sobre o como o homem trata bicho. Eu juro que não tem tipo no mundo que suporto menos que esse. E isso NÃO É um exagero. Em termos de pessoas, são poucos os tipos que me agradam, mas nenhum desagrada mais do que esses São Franciscos vegetarianos "pelos animais" (e São Francisco de Assis me perdoe a brincadeira).

Não, eu NÃO CONCORDO com maltratar cachorro, gato, porco, galinha, lagartixa ou o que seja só por maltratar, mas eu acho, SIM, que alguns males são necessários. Não sinto pena dos animais, não me sinto cruel por isso e acho que todos os infelizes que me consideram uma monstra assassina comedora de irmãos menores deveriam ser comidos por um urso só pra desmistificar esse blá blá blá de “animalzinho indefeso” (indefeso é meu toba, perdão). Mas indo ao assunto-chave: eu não tinha nada contra esses discursos ecológicos e etc pela vida dos animais até começar a reparar em algumas outras opiniões dessa gentinha. Opiniões do tipo “os testes feito em animais deveriam ser feitos em presidiários”, “prefiro dar comida a um cachorro de rua do que a um menino”, “bandido tem que morrer”. ‘Taqueopariu.

Já mencionei que não sou a favor de torturar bicho nenhum só por torturar. Eu nem mato barata, se quer saber. Mas o negócio é que AGORA eu acho que o homem devia se ocupar com o homem. Não to falando aqui de exageros sobre fim do capitalismo e coisa e tal, to falando de um pouco de amor pelo próximo, um pouco mais de cidadania, de piedade por quem não tem essa vida de classe média que a gente tem. Tem gente que diz que, se pudesse, pegava todos os cachorros de rua e levava pra casa pra cuidar. Eu faria isso com meninos de rua, se pudesse. Eu quero fazer a diferença pelo homem (pouca coisa no mundo justifica, pra mim, ainda dar aula por OPÇÃO). Eu ainda acredito que o homem é bom, que é o mundo que o torna cruel. Acho que, por hora, a elitezinha deveria também se preocupar com isso. Tenho até uma teoria de que, melhorando a relação do homem com o homem, a relação do homem com o bicho teria mais chances de mudar. Mas ninguém pensa nisso. Querem já chegar mudando uma cultura de anos e anos, que vem desde o tempo das cavernas, como se mudar a cultura fosse fácil. E como se a alimentação sem animais fosse barata, assim como custear experiências. Usando como argumento o que vi num tópico lá no PotterVillage, pouca gente teria condições de pagar quarenta reais numa aspirina só pra poupar a vida de um rato. Pouca gente, também, tem dinheiro pra comprar arroz e bife no final do mês. Como é que vive bem e com saúde sem esse bife, se já é difícil ser saudável mesmo tendo ele? Nem todo mundo tem dinheiro pra suprir as propriedades da carne substituindo alimentos. “Ah, mas se parassem de consumir, poderia aumentar o plantio da soja e o preço ficaria mais acessível”... ok, mas enquanto consomem e isso não acontece, do que se alimenta quem não tem dinheiro. Hein?

E, enquanto alguns estão aí batendo o pé pelos animais, tem menino na rua que sobrevive de cheirar cola pra fingir que não tem frio nem fome. Acham um absurdo que a gente dê dinheiro pra criança cheirar cola, mas me fala: que escolha tem uma criança que só tem uns trocados pra isso? Por que é que as vacas merecem protestos a todo pulmão e essa criançada tem mais é que ser insultada? Na situação imaginária de fazer pesquisas em presidiários... quantos deles não cometeram nenhum crime e foram presos injustamente e sofreriam danos só pra salvar meia dúzia de ratos? Quantos pais de família que só roubaram o pão de cada dia seriam cobaias?
Meu texto recebeu o nome de “A Revolução dos Homens” porque um dia o menininho de rua cresce e cansa de ser humilhado pela sociedade. Ele cansa de ver cachorro de madame em hotel cinco estrelas, de ver meninas bonitas dizendo que queriam recolher todos os gatinhos do mundo e vestindo camisetas contra o abuso animal, de ver crianças aprendendo desde pequenas a dividir comida com cachorro magro e esconder deles quando os pais param o carrão no sinal. Aí começa a revolução. Não tarde, eles vão apontar uma arma pra qualquer um de nós, e é o momento da vida que a gente pára e pensa no que virou o mundo – mas nunca lembra que, na maioria dos casos, nós mesmos é que fizemos ser assim.

Mas eu entendo porque lutar tanto por bicho.
Realmente, é muito mais cômodo só tirar a carne do cardápio do que botar a mão na massa pra valer.
E o que me deprime MESMO é acharem que o mundo tá errado por causa de gente que nem eu, que como bife todo dia.

jogado por ana às 11:18 PM

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Sexta-feira, Julho 18, 2008

Nossa, abandonei issaqui de novo :/

Sei lá, parece que só quando alguma coisa me deixa meio incomodada é que eu consigo escrever. Ando meio mal ultimamente, mas não quero falar sobre isso. Não hoje, pelo menos.

Concluí que a decadência das pessoas é uma coisa que me enoja.

Lembro um pouco da minha sala de aula de Ensino Médio: algumas pessoas lá dentro obviamente não tinham futuro nenhum, outras (\o) ainda tinham alguma chance e mais uns brilhariam, com certeza. Na época de Ensino Médio, pensava isso sobre o vestibular.

Hoje, vestibular virou vida. E algumas das pessoas que tinham alguma chance me decepcionaram cruelmente. Não que elas tivessem alguma obrigação para comigo para decepcionarem tanto assim; nem de longe. O negócio é que eu sou uma idiota que ainda acredita nas pessoas, que elas vão entender que existe vida além dos 18 anos e que, infelizmente, essa vida a gente precisa começar a construir aos 18 (ou perto disso). Parece, no entanto, que elas não entendem nada disso. Que elas acham que o sentido da vida é beber, cair e levantar e qualquer segundo sóbrio é um segundo desperdiçado.
Por isso a decadência me enoja.

É muito decadente usar drogas, especialmente quando falava-se mal delas pouco tempo atrás.
É muito decadente cuspir em cima de quem ouve axé. Um dia, pode ser você.
É muito, muito, muito decadente dar vexame e vomitar na balada.
É ainda mais decadente expôr tudo isso como se fosse engraçado.

É muito decadente não viver o hoje, mas é ainda mais decadente viver mal vivido.

Não que eu seja contra aproveitar a vida, e cada um aproveita do jeito que melhor convir. Mas é decadência achar que a única coisa a se fazer na vida é aproveitá-la. Isso é coisa de quem nasceu rico.

A escola não era só o intervalo, afinal.

jogado por ana às 11:55 PM

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Terça-feira, Abril 08, 2008

Chega, cansei.
Esse post é quase uma campanha contra a Gordofobia, ou campanha contra o não-ter preconceitos.
Porque eu to de saco muito, muito cheio de discursinho hipócrita contra alguns preconceitos. De saco cheio de ver parada gay, consciência negra, inclusão de deficientes, e ver as modelos cada vez menores (e as calças jeans, diga-se de passagem, emagrecendo com elas). E as catracas de ônibus, também, tão apertadas. E as academias lotadas de gente definindo a barriguinha, as lojas com roupas da moda, que só vestem bem os cabides.

E quem sempre foi o último a ser escolhida na educação física? O gordo.
E quem sempre foi a vítima da turma do mal na infância? O gordo.
E quem sempre se escondia atrás de cortina de cabelos e roupa larga? A gorda.

Gente gorda sofre quando é criança, sofre o dobro na adolescência e às vezes sofre até quando é adulta. Tem gente que finge que não é gorda, tem gente que pára de se cuidar porque é gorda, tem gente que diz que ESTÁ gorda só pra fugir de SER gorda. E tem gente que faz de tudo pra nunca engordar: abre mão de sorvete, chocolate, fritura, refrigerante, gordura trans e tudo que entope veias, aumenta o colesterol e, pior, engorda!
E não existe isso de "é questão de saúde", não! Eu hoje to uns 15 kg acima do peso e, mal ae, mas ainda não to morrendo por isso. Meu colesterol é normal, minhas veias não entupiram, eu não tenho dificuldade de locomoção, problema de coluna e blá blá blá. Só tenho banha na pança, na perna, no braço, nas costas, enfim... gordura localizada no corpo todo.
Mas pra um monte de gente isso é o fim. O monte de gente que sai na rua levantando bandeira contra o preconceito também grita pra quem quiser ouvir que tem pavor de ser gordo, que nunca quer ser gordo.

E o gordinho vai continuar chorando escondido enquanto come Cheetos e toma Coca-Cola, porque sempre que se queixar que alguém o chamou de "balofo", vai escutar que "tem que se cuidar, perder uns quilinhos e mostrar pros amiguinhos que também é bonito". Como se ser gordo fosse feio.

Queria lançar aqui um manifesto contra a gordofobia, mas a Rede Globo não me apoiaria (e, mesmo que apoiasse, a protagonista da novela das 8 continuaria sendo uma magrela ou gostosona), então seria fracassado.
Me limito a dizer que, então, sou a favor de cada um poder ser livre pra ter preconceitos. Ou também quero uma lei contra a gordofobia.

jogado por ana às 11:55 PM

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Sábado, Março 15, 2008

(st) anaaa (: (67) diz:
adoro ficar triste
(st) anaaa (: (67) diz:
me dá vontade de postar no blog
Luana diz:
é legal curtir a volúpia da melancolia
Luana diz:
como diria brás cubas hum]



Mas não vai ser um post triste, espero.

Tava pensando aqui comigo esses dias que eu devo sofrer de um "complexo de superioridade". Geralmente as pessoas costumam se sentir inferiores, achar que todo mundo é melhor que elas e essa coisa toda. Não que eu ache que sou melhor que todo mundo - não com essas palavras, pelo menos -, mas dá no mesmo, acho.

Sei lá como explicar, mas parece que todo mundo é babaca demais pra mim. E só. Exceto, é claro, aquele grupo selecionado de algumas pessoas com quem eu convivo diariamente. As que eu gosto, claro. Não pelo gosto musical, pelas roupas que usam, pelo jeito como cortam o cabelo ou coisa do tipo. Na verdade, não importa. A turminha do rock alternativo parece babaca demais, a turminha do reggae parece babaca demais, a turminha do metal parece babaca DEMAIS, a turminha "baladenha todo final de semana e musiquinha da mídia" É babaca demais (fato, malz ae). É a maldita mania de julgar todo mundo antes de conhecer - e aqui eu digo TODO MUNDO, mesmo. Sendo um ser humano, é babaca.

Claro que por isso eu sou bem seletiva na hora de "escolher" minhas amizades. É naquele esquema: se bateu de cara, ótimo; se não bateu, esquece. É babaca. E o mundo está cheio de babacas.
Às vezes acho que é quase o caso d'O Alienista: a doida sou eu. A babaca sou eu.
Mas prefiro pensar que são eles.

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Esse frio tá me deprimindo.
Tá me trazendo umas coisas meios nostálgicas, meio que eu não quero lembrar. E aí me dá vontade de ficar sozinha, mas sozinha eu fico carente. Citando uma banda que acho bem meia boca: eu quero ficar só, mas comigo só eu não consigo.

jogado por ana às 11:12 PM

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Sexta-feira, Fevereiro 08, 2008

Sinto como se a vida fosse empurrada com a barriga desde que comecei a trabalhar. Pelo menos a vida que acontece de segunda à sexta, das 12h30 às 18h30.

Espero que ser adulto não seja isso. Não quero viver os anos daqui por diante com a sensação de que espero as horas passarem. :/

jogado por ana às 11:20 PM

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Terça-feira, Janeiro 15, 2008

...sentir que meus dias valem muito mais...

Só por hoje, vou jogar tudo pro alto. Vou correr na chuva, vou pular no mar de madrugada, vou desafinar cantando alto, vou matar aula e jogar conversa fora, vou fazer o bem e fazer o mal. Só por hoje, não existem cobranças, não existem contas a pagar, não existe dinheiro e trabalhar. Vou fingir que não existe o amanhã, mas só por hoje. Por um dia, quero viver como se fosse o último. Quero mergulhar com os dois pés na jaca, quero me divertir até que sintam vergonha de mim, quero ficar constrangida e quero rir de todas as situações nada risíveis.
Só por hoje.
Só por um dia, quero viver por mim. Quero viver como quero, daquele jeitinho tão "eu" que preciso esconder do mundo lá fora, daquele jeitinho que o mundo lá fora não compreende. Daquele jeito que tem vontade de ser feliz e que sabe que felicidade não vende em supermercado, entende? É, por hoje, quero encontrar aquele eu de quem às vezes sinto tanta falta, aquele eu que ficou num passado que o pior era uma nota vermelha, tão ingênuo e despreocupado, e que não buscava num carro veloz a graça que a vida nunca teve.
Só por hoje, vão me ver na rua, vão ver meus olhos e imaginar, em meio a toda a amargura da correria desse dia-a-dia moderno, o que essa menina-mulher faz pra ser tão feliz. E, por hoje, eu posso rir à toa de quem superestima tanto o que só traz rugas e mau humor.

Só por hoje, quero jogar tudo pro alto.
Amanhã, a vida tem que continuar.

...ninguém vai devolver sua vida quando perceber que deixou tudo pra trás...

jogado por ana às 12:26 AM

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Terça-feira, Dezembro 18, 2007

2007 tá acabando.

Não sinto vontade de escrever, mas sempre acho que devo deixar um post de final de ano.
(aliás, não sei o que anda acontecendo comigo, mas de novo não tenho pensado em nada digno de post.)

É certo que as mudanças de ano sempre são só simbólicas. Tão certo quanto isso são as retrospectivas que a gente faz, mesmo sem querer, enquanto tá no banho ou antes de dormir. E esses dias eu me toquei que nem deu tempo de eu entender que o ano começou e ele já tá aqui, acabando.

Parece que nem tem uma semana que eu tava de férias depois das provas da Fuvest, depois o começo do cursinho, e eu mais deprimida que se tivessem me condenado à forca. E aí minha mãe me veio com a idéia de fazer faculdade aqui mesmo... particular, mas e daí? No fim, depende do aluno, e não da faculdade... e por que não? Mas a faculdade entrou em greve... e, como dizem por aí, "cabeça vazia é casa do diabo". Sei lá, junta cabeça vazia com gente que deixava ainda mais pra baixo (embora jurasse que tentava fazer o contrário) e eu achei que esse ano ia ser uma zica danada - mal de ano ímpar. Lembro que ele me jurou na festa de final de ano que esse, apesar de ímpar, não seria ruim. Pois ele tava certo.

Greve na faculdade, gente deixando pra baixo e cabeça vazia. Melhor procurar uma religião, deve ser encosto. E procurei a religião, me apaixonei. Aí, parece que tudo resolveu voltar a caminhar. A faculdade saiu da greve e eu pude conhecer melhor aquela meia dúzia (literalmente) de pessoas que dividiriam a sala de aula comigo até o final do curso - ou até alguém desistir. Ainda bem que larguei o cursinho, diga-se de passagem.
Pois quando pensei que tudo tava se acertando, eis que me encosto resolve desencostar. Por 24 horas, imaginei que fosse o fim do mundo - meu Deus, eu tinha mudado TANTO e aí me via naquela situação: você só me fez mudar, mas depois mudou de mim... tomei lá meu primeiro porre - memorável e lamentável - e descobri que tava melhor sozinha.
E, pouco depois, entrei na sala de aula numa quinta-feira e entendi que o desencosto (pra todos os efeitos) era o resto das coisas se encaixando, quando o vi todo tímido na sala de aula. E foi mesmo, como confirmei meses depois. Ah, nunca um pé-na-bunda me foi TÃO bom!

Tudo se encaixou e agora não desencaixa mais. Na faculdade, no amor, com os amigos. Me desliguei de muita gente que não tava me acrescentando nada de bom, é mesmo. Acho que senti um pouco no começo, mas agora dá pra ver o quão melhor tudo está sendo. Acho que definitivamente parei de fingir - eu digo isso em todo final de ano, mas é a primeira vez que sinto isso de verdade. É a primeira vez que não tenho medo de dizer que não tá nada bem, mas acima de tudo é a primeira vez que não tenho medo de pensar que estou sendo feliz. E esse foi meu maior ganho de 2007.

Não que tudo esteja perfeito, nem de longe. Dentro de casa, as coisas caminham naqueles atritos de sempre - ora tempestade, ora calmaria. E é assim que tem que ser, eu acho. Perfeição é coisa de cinema. A vida real, cheia dos defeitos e complicações, é bem mais interessante.

O bom é olhar pra trás e pensar que valeu a pena.
E que venha 2008! =]


(PS: veja, comentários voltaram!)

jogado por ana às 9:17 PM

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Segunda-feira, Dezembro 03, 2007

Alguns meses atrás, eu achava super fofuxa a tal frase do Anitelli: "separô pra pensar no que a gente faria se não houvesse a poesia?"

Hoje eu parei pra pensar no que eu faria se não houvesse a poesia.
Ou no que eu não faria.

Começa que ninguém acharia que é poeta, um grande passo pra humanidade. Nada de adolescentes indies escrevendo frases desconexas sob a desculpa de que é poesia contemporânea.
Mas o que mais mudaria é que eu não teria notas dependentes disso U_U não precisaria decifrar o que um maluco sob efeito do ópio quis dizer com versos desconexos, e isso seria uma grande coisa...

Se não houvesse poesia, estaria uns 30% mais aliviada agora.
Post curto, foi só um breve desabafo. To precisando, meu cérebro vai fundir.

jogado por ana às 1:29 AM

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Quinta-feira, Novembro 01, 2007

De certa forma, me sinto com 14 anos de novo. Depois de anos e anos livre disso, minha acne resolveu voltar. E volta a vida de pomadas e sabonetes... ah, que maravilha ¬¬
Dá pra achar que to no começo da adolescência de novo. Só falta acordar cedo e ir pro colégio...

Tinha tanta coisa que eu queria escrever... mas às vezes acho que nem precisa, sei lá. Meio que tanto faz. Assisti Tropa de Elite esses dias. Tá, nem foi tão "esses dias" assim, mas foi esses dias. Achei engraçado que todo mundo saiu do cinema falando do BOPE. Ou idolatrando ou odiando o capitão Nascimento.
Eu saí do cinema pensando na outra coisa abordada nos filmes: a hipocrisia dos estudantes salvadores da pátria. Achei meio deprimente, sei lá. De repente eu, que sou tão revolucionária de sofá, sou menos nojenta que essa gente que luta pra mudar o mundo e continua fumando maconha. Não que esse seja o único problema do Brasil, mas é aquela coisa de a galinha encher o papo de grão em grão. E nem dá pra dizer que foi um negócio sensacionalista e exagerado. É bem isso... falam mal da polícia, fazem passeata pela paz e continuam comprando maconha... tava até superando aquela birra que eu tinha de universitários salvadores da pátria, mas voltei a ter nojo. Ainda bem que só tem nerd na minha sala de aula. Ainda bem mesmo.

E esses dias eu fui pro shopping com a Thalita, como nos velhos tempos. Mas foi muito esquisito, me senti extremamente velha. Tava cheeeeio de gente que "curte uns rock", que nem a gente uns 5 anos atrás. É engraçado olhar praquele monte de gente de 14, 15 anos e saber que, daqui uns 5 anos, eles vão rir do que foram... talvez gostem de Cordel do Fogo Encantado e pensem "putz, eu tava possuído por um espírito malígno pra ter coragem de vestir essas coisas"... não que eu pense hoje que na época era possuída por um espírito malígno, eu assumo que eu é que era idiota, mesmo... mas vai saber dos outros, né?
Talvez sejam os próximos quase-adultos-clichê. É, porque existem os adolescentes clichês e os quase-adultos clichês... tenho medo de chegar nos 30 e descobrir que fui um desses, na verdade ô_o' se bem que acho que não tem perigo... não gosto de Chico Buarque e nem uso vestido e legging, não me acho madura e nem gosto de me juntar com amigos pra beber cerveja e jogar truco... pra falar a verdade, tem hora que eu acho que não vou ser adulta nem aos 40 anos. Claro que um dia as responsabilidades vão chegar, eu vou trabalhar e pagar minhas contas, sustentar e criar um cachorro ou talvez ter uma família, mas acho que nem assim eu vou pensar que nem adulto. Daniel Johns já disse: "você não pode ser jovem pra sempre, mas pode ser imaturo". E, cá pra nós, maturidade é um saco. Todos os meus amigos ficaram chatos depois que enfiaram na cabeça que já eram homens maduros... ou talvez as pessoas é que distorçam o que é essa tal de maturidade. Talvez eu seja mais madura que um monte de gente e nem saiba, vai saber...

jogado por ana às 12:25 AM

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Terça-feira, Setembro 25, 2007

Sei lá porque (com acento?) e sei que não é problema meu, mas ando irritada com essa gente toda igual que ando vendo por aí.
Antes eram emuxos, pipocavam em toda parte, não perdoavam lugar nenhum. Sempre tinha um usando bolotas, xadrez e franja engraxada.

Não sei o que aconteceu com os tais, se cresceram, se perceberam que o negócio era ridículo ou se esconderam-se pra não apanhar de metaleiro, só sei que (todo mundo percebeu) eles sumiram (amém). E aí surgiu no orkut - e só no orkut, pelo menos isso - um bando de gente tão igual quanto eram os eminhos. Só que se os miguxos se esforçavam pra serem emotivos e idiotas, esses novos aí querem parecer frios e inteligentes. E eu sei lá porque, mas isso me irrita.

Cansei de dar de cara com gente-padrão. Eles não acreditam em Deus, lêem Nietzsche, ouvem rock britânico, dificilmente assistem TV, Laranja Mecânica encabeça a lista de filmes preferidos, são todos vegetarianos, fumam, bebem e adoram café. Ou pelo menos dizem que são ou gostam de tudo isso... pior é que o profile pode estar em branco, dá pra sacar que o sujeito é assim pelo tipo de foto e pela roupa que usa (e eles geralmente gostam de deixar profile em branco). Nem é um pré-conceito, é muito óbvio. Igual emo.

Sei mesmo que não é problema meu... foi só um desabafo.
Queria é entender o que esse povo vê de divertido em ser cool...

jogado por ana às 11:56 PM

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Quarta-feira, Agosto 29, 2007

[modo mulherzinha on]
Ok, desabafo fútil.

...7 anos e uns meses atrás:
- Mãe, quero pintar o cabelo de vermelho!

E mamãe libera a maluquice, compra xampu tonalizante vermelho intenso e começa a vida de cabelos coloridos. Vermelho, laranja, acajú, púrpuro, loiro, chocolate... preto. "Cansei dessa vida de pintar cabelo, vou pintar de preto."
Ae, anta. Faz isso mesmo. E foi um ano pintando de preto. Mas, instável como sou, eu sabia que não ia durar muito.

"Agora eu quero ficar loira". Nunca senti tanto aquela coisa de arrependimento matar... Se eu voltasse 7 anos e alguns meses no tempo, teria pintado o cabelo com papel crepon. Ele ainda seria liso, brilhante, bonitinho... e não duro, palhoso, escravo de secador, que creme e corte nenhum dão jeito.

Oh, Deus. Acho que pedi tanto pra ter cabelo ruim pra fazer dread sem dó que um milagre se operou. Agora eu quero o efeito contrário... rola ae?
[modo mulherzinha off]

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Sabe, eu não sou muito de tietagem nem pagações de pau nem nada (tá, o Lirinha é A_exceção)... mas a tal da Maíra Viana escreve maravilhosamente demais *_* (devo dizer que adorei até o nome do blog, Vergonha dos Pés).
Quando vi lá no site do Teatro Mágico os textos dela, um ou dois me chamaram a atenção, aqueles das músicas que eu sempre gostei mais. Mas agora to apaixonada pelo que ela escreve, gente. É tudo tão lindo, parece tão "de coração", e é tão "a realidade de qualquer um"... tanto tudo de bom que agora eu quero ser como ela. Puxa :(

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Ah, ando sem pensar em coisas interessantes ultimamentes.
Quer dizer, penso em coisas interessantes, mas tão pessoais quanto "que merda eu fiz no meu cabelo ao longo desses quase 10 anos", embora não tão fúteis quanto isso. Coisas do tipo "meu eu de 14 anos odiaria meu eu de 18 anos"...

...e acho até que odiaria mesmo.
Eu de 14 anos olhava feio pra todo mundo que não usava preto, não fazia cara de rockeiro malvado ou não tirasse o par de All Star nem pra tomar banho...
Acho até engraçado ver como o mundo dá voltas... talvez daqui uns anos esteja eu usando scarpin, maquiagem carregada e falando que Chico Buarque é Deus (só porque hoje eu não gosto do Chico Buarque), um negócio que hoje não consigo imaginar...

Afinal, alguns anos atrás usar chinelo era coisa de pedreiro e ouvir Cordel era coisa terreiro (rimou e não foi de propósito)...

(um dia eu me aprofundo mais no assunto... ninguém quer saber, mas hoje só escrevi pra pagar pau pra Maíra Viana mesmo)

jogado por ana às 11:07 PM

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Sábado, Agosto 25, 2007

Um dia desses, na rua...
Eu andando feliz e saltitante numa tarde de segunda-feira aqui pelo centro. Escuto um bafafá pra frente e um velho muito louco gritando "tá pensando que eu sou um tarado?" Gelei na hora, porque é incrível como eu atraio esse tipo de coisa bizarra quando to feliz e saltitante andando na rua. Passei até sem respirar, quando...
- Vai pra praia tomar sol!
Claro que SÓ PODIA ser comigo. Não tinha outra pessoa branca digna de um comentário desses na rua, e mesmo que tivesse outra pessoa BEM BRANCA do lado, só seria com a outra pessoa se ela fosse branca com cabelos claros, porque eu realmente sou MUITO branca.
Eu dei risada, né. Ia fazer o quê? Se me mandasse fazer um regime, eu chorava, porque ando encanada com as calças apertadas ultimamente. Mas me mandar tomar sol... ah, tive que rir. Pior que já tinha descido meio quarteirão, cheguei na esquina, e o velho ainda grita de lá de cima:
- Mas como é branca! Parece que não toma sol!

Bingo! :D

Agora eu me pergunto: se eu fosse negra e ouvisse comentários do tipo sobre a pele negra, seria racismo.
Mas eu não sou, e ouvi de forma grosseira que preciso tomar sol. Poderia processar o sujeito por preconceito, afinal? ô_o'

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Aí hoje eu tava ouvindo uma conversa anti-chinelo. Eu sou uma adepta do "casarei de chinelo". Só coloco outro sapato em situações extremas, tipo uma festa social ou um frio daqueeeles, porque no resto do tempo, só chinelo... na faculdade, no shopping, em qualquer lugar. E tavam lá falando de chinelo de uma forma tipo "chinelo é uó".

E eu só ouvindo e pensando: bola-fora ou indireta?
Fico com a primeira opção, claro. Quer dizer, eu não gosto de salto alto, mas nem por isso digo que acho feio perto de quem usa. Só quando dou uma bola fora :D

Mas tá certo. Nada no mundo me faz abandonar os chinelos, mesmo...

jogado por ana às 12:00 AM

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Segunda-feira, Agosto 06, 2007

Dizem que saudade é a prova de que tudo valeu a pena.

E aí eu vi quão contraditória é essa vida.
Dos momentos que vivi achando que tava valendo a pena, percebi que não tenho saudade nenhuma. Hoje parece que aquilo tudo foi vazio, nada tinha o menor sentido. Talvez as companhias... mas hoje parece que nem isso. Foram só dias e dias que eu passei matando tempo com pessoas que pensei que conhecesse bem (hahaha, mas QUE engano)...

Daí eu volto mais um pouco e lembro do tempo que eu achava tudo ruim enquanto vivia o "tudo". E não consigo não morrer de saudade... quer dizer, era tudo tão ingênuo e divertido..! E eu achava tudo besta e queria mais é que passasse logo.

Como escreveu Nenê Altro, ídolo-mor desses tempos que me deixam tanta saudade: "se eu pudesse voltar atrás, juro, eu viveria cada dia". Ou pelo menos viveria sabendo que tava valendo a pena.

jogado por ana às 1:59 AM

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